Nesta terça-feira (29), a Unidade de Saúde de Brasília Teimosa realizou uma atividade de sensibilização sobre o câncer infantojuvenil. A ação encerrou a programação do Setembro Dourado, campanha que chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer em crianças e adolescentes do município.
Segundo a diretora da unidade, Cláudia de Lima Barbosa, a ação visou incentivar a busca ativa de crianças que apresentassem algum indício da doença, ampliando o olhar de pais, responsáveis e profissionais de saúde sobre os sinais e sintomas que podem indicar algum tipo de câncer.
“Nossa principal intenção foi deixar conscientes os familiares, para que, se notarem qualquer anormalidade em algum dos seus filhos, principalmente aquelas persistentes, que eles procurem a unidade para fazer o atendimento, para que, nesse atendimento, seja possível descobrir se têm algo errado, como um câncer ou qualquer outro tipo de doença que pode acometer as crianças ou adolescentes”, explicou.
Durante o dia, a programação contou com palestra sobre o tema, com participação da equipe da Casa Durval Paiva. A atividade também teve roda de conversa e dinâmica de mitos e verdades sobre o câncer em crianças e adolescentes, realizada em parceria com os estudantes da disciplina Saúde e Cidadania II (POTI), do Departamento de Saúde Coletiva da UFRN.
A docente do Departamento de Odontologia e do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFRN, Tamires Carneiro de Oliveira Mendes, conta que a ação integrou alunos de diferentes cursos da área da saúde da universidade, que atuaram em conjunto com os profissionais da unidade para o diálogo com a comunidade.
“Os alunos tiveram uma rica experiência de trabalho integrado com os profissionais da unidade e participaram da sala de espera, onde foi feita a conversa sobre os cuidados em relação à identificação precoce do câncer infantojuvenil. Essa vivência é muito importante para a formação deles, permitindo conhecer na prática o processo de trabalho no SUS, impulsionar as ações coletivas dentro das comunidades, além de colaborar com a promoção da saúde”, disse.
Setembro Dourado em Natal
A programação municipal do Setembro Dourado contou com ações de sensibilização nos territórios de Natal, incluindo unidades de saúde e equipamentos da assistência social, aproximando o tema dos profissionais e da população. Além disso, os profissionais da rede de atenção à saúde também foram capacitados e participaram de atividades de atualização sobre o diagnóstico precoce de neoplasias em crianças e adolescentes.
Ao longo de setembro, o município realizou, em parceria com a Casa Durval Paiva de Apoio à Criança com Câncer, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Rio Grande do Norte (GACC-RN), o Hospital Infantil Varela Santiago e a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, uma série de ações de sensibilização sobre o tema.
Uma das principais intenções das ações foi apresentar sintomas que podem indicar a doença, como palidez ou cansaço prolongado, dor ou inchaço persistente nos ossos ou articulações, perda de peso inexplicada, manchas brancas ou alterações nos olhos, aumento abdominal ou de volume em qualquer região do corpo, hematomas ou sangramentos repentinos, dor nos membros e sudorese noturna.
Luiz Nepomuceno, coordenador de Diagnóstico Precoce da Casa Durval Paiva, contou que Brasília Teimosa foi a última unidade de saúde a receber a visita da equipe da casa de apoio e destacou também a abertura da Prefeitura para que a equipe pudesse realizar as atividades nos diferentes serviços da rede municipal.
“Foi muito rico esse mês. Passamos nesses equipamentos, lembrando que o câncer infantojuvenil não é rastreável, a gente também não consegue fazer exames para detectar antes, e ele não vem do hábito, então é somente quando o câncer começa a apresentar os seus primeiros sinais e sintomas que a gente consegue iniciar o tratamento, por isso a importância de ficar atento e buscar ajuda”, explicou.
O câncer infantojuvenil é uma das principais causas de mortalidade por doenças em crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos. Os tipos mais comuns são as leucemias, tumores cerebrais, linfomas e tumores sólidos, como neuroblastomas e tumor de Wilms. No Brasil, a estimativa é de cerca de 7.560 novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).


