O terceiro sábado de outubro marca o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. Ao longo do mês, Natal realiza a campanha Outubro Verde, dedicada à prevenção, ao diagnóstico precoce, ao tratamento e à vigilância da sífilis no município.

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode evoluir por diferentes estágios. Na fase terciária, a doença pode provocar complicações graves e até levar à morte quando não diagnosticada e tratada. A transmissão também pode ocorrer pelo contato com sangue contaminado.

Entre janeiro e agosto de 2026, Natal registrou 1.314 casos de sífilis, sendo 985 de sífilis adquirida, 227 em gestantes e 102 de sífilis congênita. O total representa uma redução de aproximadamente 14% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.536 casos. Apesar da queda, os números reforçam a necessidade de manter as medidas de prevenção, testagem e tratamento.

O responsável técnico do Núcleo Municipal de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Sávio Santos, explica que a sífilis pode não apresentar sintomas. Por isso, a testagem regular é uma das principais medidas para identificar a infecção e iniciar o tratamento.

“Durante todo o mês estamos reforçando a importância do uso de preservativo e da testagem para a doença, que estão disponíveis em todas as nossas unidades de saúde. Basta o usuário procurar um dos serviços para realizar o teste e, caso o resultado seja positivo, o tratamento já é iniciado no local. Dessa forma, o município assegura o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, contribuindo para a prevenção de complicações e a interrupção da cadeia de transmissão da infecção”, explicou.

Sávio Santos acrescenta que a campanha também busca conscientizar sobre a importância do diagnóstico da sífilis durante a gestação e da prevenção da forma congênita da doença, transmitida da gestante para a criança durante a gravidez ou no parto. A infecção pode causar complicações graves, como malformações fetais, aborto espontâneo e morte fetal.

“No município, entre as estratégias adotadas para prevenir a transmissão vertical da sífilis, estão a realização dos testes rápidos durante o pré-natal, o diagnóstico oportuno e o início imediato do tratamento, além do acompanhamento clínico e laboratorial durante a gestação e a avaliação do recém-nascido no momento do parto. Também são realizadas orientações às gestantes sobre a importância de seguir corretamente o tratamento, como também orientações e cuidados aos parceiros sexuais, contribuindo para reduzir o risco de reinfecção da gestante”, disse o responsável técnico.

Ao longo do mês, as unidades de saúde de Natal realizam ações educativas sobre prevenção, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento da sífilis. A programação busca ampliar o acesso à testagem e incentivar o início oportuno do tratamento, medidas essenciais para prevenir complicações e reduzir a transmissão da infecção.